• À espera…

    Meus olhos não enxergam o que há ali adiante. Meus ouvidos escutam vozes que não consigo discernir quem são seus locutores. É como se eu fosse obrigada a descer de um trem em movimento sem o meu consentimento. As vozes gritam aqui dentro e tudo o que consigo fazer é escutá-las, como uma imprestável ouvinte, de uma vida que deixei de vivê-la, há muito tempo atrás. Fecho os olhos, tampo os ouvidos. Meu peito se contrai e um milhão de agulhas espetam meu coração, enquanto o sinto partir lentamente. Dor. Minhas pernas caem por terra enquanto a minha respiração torna-se cada vez mais frágil. Então eu espero. Espero a insanidade atingir-me por completo, conforme vejo minha vida ganhar proporções inimagináveis de uma loucura antes guardada a sete chaves. Espero o sangue parar de correr por minhas veias já gastas, em um corpo cansado, enquanto os poucos pedaços do meu coração são levados pela brisa refrescante, de um final de tarde. É primavera. Não dentro de mim. Espero ansiosamente por um fim que insiste em criar novos desfechos, de um mundo que parou de girar há muito tempo. Espero por algo que ainda não sei o que é ao certo. Espero um dia ser capaz de abrir os olhos e voltar a enxergar a vida com os olhos de uma criança que nada teme e tudo quer, impaciente por novas descobertas, ansiosa por crescer.

  • Tã doendo demais. Alguém faz esse monte de emoção parar!
    Spencer_pretty
  • Se eu enfiar uma faca bem fundo no meu peito, será que a dor passa? Tem muita coisa acontecendo aqui dentro e tudo o que eu quero é fazer essa loucura toda desaparecer.
    Spencer_pretty
  • Pode me emprestar a capa da invisibilidade, por favor?

    Na maioria das vezes sinto que sou irrelevante na vida das pessoas, inclusive em minha própria. Não que eu já não esteja acostumada com o meu grau de desgosto com relação a mim, só que a coisa toda tem sofrido um aumento constante com o decorrer dos meses. E na maioria das vezes eu prefiro bem mais tascar o fora-se e viver de maneira patética, porque é isso que eu sei fazer. Só que o que eu imaginei que melhoraria com a chegada as férias tem piorado consideravelmente. Então, caro sr. Potter, empreste-me a sua capa da invisibilidade e permita-me desaparecer. Quero provar que nada, em hipótese nenhuma, mudaria se as pessoas passassem a não me enxergar. Porque, para ser bem honesta, eu acho que elas já não me enxergam e tudo o que eu quero é provar para eu mesma que o que tinha que dar já deu. 

  • Outro dia li algo que Miley Cyrus comentou em seu Twitter. Ela disse que a melhor coisa que fez na vida foi ter tirado a peruca da Hannah Montana e ter se apresentado ao mundo como de fato é. Não que eu seja fã da Miley, apesar de adorar a série da Hannah até hoje, mas mesmo com as mil polêmicas envolvendo essa garota, eu ainda a respeito. Porque, convenhamos, é muito difícil você escolher tirar a máscara, tirar toda aquela carapaça que te protege dos comentários ácidos e dos invejosos de plantão. É muito difícil suportar críticas, seja elas quais forem, e de quebra ainda manter a cabeça erguida, como se nada daquilo te atingisse. Porque, você sabe, a maioria das pessoas está muito mais interessada em te apontar o dedo e dizer o quanto você faz tudo errado, quando, na realidade, elas deveriam se preocupar com suas reles e patéticas vidas. Afinal, é muito mais fácil para o ser humano fingir uma perfeição ilusória, em vez de procurar o auto conhecimento e sua melhoria. Claro, trabalho duro ninguém quer. Todos querem o caminho mais fácil, menos questionador. 

E aí entro eu, a garota tola. A bobinha que sonha com um mundo utópico, que almeja ainda assistir ao ser humano recriando-se de maneira sábia seu convívio em sociedade. E não adianta me dizer o quanto estou sendo infantil porque essa irrealidade me persegue desde muito jovem e acho que jamais morrerei sem ter passado um dia sonhando com ela. 


Certa vez, uma pessoa que trabalha comigo comentou: “Meu filho soltou uma frase muito engraçada. Ele disse para que vivêssemos nossas vidas em paz.”. Acho que a criança em questão tem uns 5 anos e, para ver o grau de indignação da mesma, que provavelmente é cobrada diariamente a maneira na qual deve se portar diante dos outros, vira para sua família e manda cada um viver sua própria vida. E quer saber, sábia ela que já entendeu que a maioria das pessoas vão mais se intrometer no seu espaço, dar conselhos quando você nem ao menos pediu para que dessem e, para piorar tudo, vão falar tudo de errado que você está fazendo. Claro, porque a sua vida pertence aos outros e não a si mesmo. Portanto, não venha você me dizer que estou sendo dramática, exagerada e o caralho à quatro porque, queridinho, nessa porra mando eu e penso o que bem entender. Ou agora meu Tumblr virou palco dos horrores, onde serei apontada como um grande e horrendo monstro? 

    Outro dia li algo que Miley Cyrus comentou em seu Twitter. Ela disse que a melhor coisa que fez na vida foi ter tirado a peruca da Hannah Montana e ter se apresentado ao mundo como de fato é. Não que eu seja fã da Miley, apesar de adorar a série da Hannah até hoje, mas mesmo com as mil polêmicas envolvendo essa garota, eu ainda a respeito. Porque, convenhamos, é muito difícil você escolher tirar a máscara, tirar toda aquela carapaça que te protege dos comentários ácidos e dos invejosos de plantão. É muito difícil suportar críticas, seja elas quais forem, e de quebra ainda manter a cabeça erguida, como se nada daquilo te atingisse. Porque, você sabe, a maioria das pessoas está muito mais interessada em te apontar o dedo e dizer o quanto você faz tudo errado, quando, na realidade, elas deveriam se preocupar com suas reles e patéticas vidas. Afinal, é muito mais fácil para o ser humano fingir uma perfeição ilusória, em vez de procurar o auto conhecimento e sua melhoria. Claro, trabalho duro ninguém quer. Todos querem o caminho mais fácil, menos questionador. 

    E aí entro eu, a garota tola. A bobinha que sonha com um mundo utópico, que almeja ainda assistir ao ser humano recriando-se de maneira sábia seu convívio em sociedade. E não adianta me dizer o quanto estou sendo infantil porque essa irrealidade me persegue desde muito jovem e acho que jamais morrerei sem ter passado um dia sonhando com ela. 

    Certa vez, uma pessoa que trabalha comigo comentou: “Meu filho soltou uma frase muito engraçada. Ele disse para que vivêssemos nossas vidas em paz.”. Acho que a criança em questão tem uns 5 anos e, para ver o grau de indignação da mesma, que provavelmente é cobrada diariamente a maneira na qual deve se portar diante dos outros, vira para sua família e manda cada um viver sua própria vida. E quer saber, sábia ela que já entendeu que a maioria das pessoas vão mais se intrometer no seu espaço, dar conselhos quando você nem ao menos pediu para que dessem e, para piorar tudo, vão falar tudo de errado que você está fazendo. Claro, porque a sua vida pertence aos outros e não a si mesmo. Portanto, não venha você me dizer que estou sendo dramática, exagerada e o caralho à quatro porque, queridinho, nessa porra mando eu e penso o que bem entender. Ou agora meu Tumblr virou palco dos horrores, onde serei apontada como um grande e horrendo monstro? 

  • Quando você prefere não ser você

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    Acho que nunca li uma definição tão boa e tão parecida comigo quanto ao que me foi apresentado no livro Fangirl, da autora Rainbow Rowell. A protagonista Cath define a sua vontade de escrever como uma maneira de desaparecer, tornar-se invisível e não ser ela mesma. E, engraçado, eu fazia isso aos 11 anis de idade, quando tentava fugir de mim mesma, dos meus problemas, dos meus complexos. A diferença, é que agora tá tudo bem eu não ser eu enquanto recrio um universo com os personagens literários que eu amo, porque para isso dá-se o nome de FanFiction. Mas, quando eu era menor, isso tinha a conotação de esquisitice, transtorno de realidade, ou seja lá o nome que minha mãe costumava dar à minha criatividade. 

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  • Socializar, eu?

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    É engraçado, para não dizer trágico, como eu adoro me esconder atrás de uma tela e encontrar-me somente nas palavras que digito desesperada, rogando por algo que nem ao menos sei o que procuro. É ainda mais esquisito sentir-me melhor quando estou sozinha, do que quando estou com um bando de pessoas felizes, que falam alto e bebem suas cervejas, durante uma longa conversa noite adentro. Nunca soube ao certo como socializar e acho que nunca vou entender como essa parte de viver em sociedade funciona. Não que eu não socialize por aí, saindo com amigos, dando boas risadas. Eu juro, eu faço isso de vez em quando e até gostaria de fazer isso mais vezes. Mas, para ser bem honesta, eu nunca sei direito como as pessoas me enxergam e o quão patética sou quando estou junto de outras pessoas. Porque, para meu desespero, eu acabo sempre olhando pro celular, pra conversa muito mais interessante que tenho com a minha amiga pelo WhatsApp! do que com as pessoas que me fazem companhia. E, tudo bem eu parecer esquisita, mas eu sou assim. 

    Essa semana mesmo me ocorreu algo muito digno de um livro. Um cara, que nunca vi na vida, simplesmente me chamou para almoçar com ele. Tá, vamos explicar como a coisa realmente aconteceu. Eu não estava atendendo ninguém - o que é um milagre, já que eu vivo atendendo pessoas - e ele apareceu atrás de uma colega minha de trabalho. Até aí tudo bem. O problema foi o que aconteceu depois, quando ele começou a dizer que eu era bonita e, para meu completo desespero, ele simplesmente me chamou para sair. Então, imagina a cena: uma pessoa extremamente tímida, que já estava vermelha, quase escarlate, recebendo um convite como aquele, do nada. E sim, eu recusei. Só que eu recusei por alguns motivos que, tenho absoluta, de que qualquer pessoa em sã consciência entenderia. 

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    Muito prazer! Tenho 30 anos, dona de um rosto angelical e de personalidade forte. Formada em Comunicação, habilitação em Jornalismo, atualmente atuo em uma área completamente diversa daquela na qual me formei. Não me recordo ao certo quando surgiu essa vontade louca de sair jogando meus pensamentos em uma folha de papel. Tudo o que lembro é de chegar em casa, após um dia maçante na escola e escrever feito louca em um caderno, onde relatava toda a frustração do novo colégio e as pessoas esquisitas que já tinham inventado apelidos terríveis pra cima de mim. Desde então escrever tornou-se uma espécie de terapia diária. Sempre gostei de ler e muitas vezes criava FanFics sem nem ao menos saber que as mesmas existiam. Na maioria das vezes, eu adorava colocar meus personagens preferidos nas situações mais contrárias possíveis. Agora que estou empenhada em escrever um livro, sei que tudo se tornará muito mais fácil e passarei a me enxergar com olhos menos críticos e me sentirei finalmente mais segura de quem sou e daquilo que quero me tornar um dia; Uma pessoa extremamente feliz comigo mesma.

     

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